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Padroeira das Missões
“Sinto em mim todas as vocações:
de apostolo, de missionário, de sacerdote, de mártir,
de doutor... Considerando, porém, que não posso vivê-las
todas, na Igreja eu serei o amor”.
Essa frase, que parece pretensiosa, saiu de uma jovem que, aos quinze
anos, obteve do papa Leão XIII, em 1887, permissão
especial para se tornar carmelita. Sem ter saído do claustro
em Lisieux (França), Maria Francisca Teresa Martin, conhecida
como Teresinha do Menino Jesus ou Teresa de Lisieux (1873 –
1897) foi proclamada padroeira das missões, uma honra que
partilha com São Francisco Xavier. “ Nossa missão,
como carmelitas, é formar operários evangélicos,
que salvarão milhões de almas, cujas mães seremos
nós...” – escreveu à irmã Celina,
em agosto de 1892 -, e completou: “Quero se missionária
pelo amor e sacrifício”. De fato, entre as paredes
de sua cela, rezava pelos missionários e pela missão
deles. Seus trabalhos rotineiros eram igualmente oferecidos a Deus
pelas missões.
O “segredo” da grandeza
Teresinha vivia com humildade e verdade o momento presente e, sobretudo,
amava a Deus incessantemente, procurando agradá-Lo naquilo
que era mais custoso. Escolheu trilhar a “Pequena Via”,
uma “trilha” para a santidade, que consistia em se entregar
ao amor de Cristo, para que Ele a conduzisse. Viveu a máxima
evangélica de São João da Cruz: “O menor
ato de puro amor é mais útil à Igreja que todas
as outras obras reunidas”. Com este espírito, varria
o claustro, capinava o jardim, lavava roupa, servia à mesa,
dobrava os mantos esquecidos pelas irmãs... Deixou escrito
que “o amor encerra todas as vocações”.
Por amor, fazia tudo: “Não me arrependo de ter-me oferecido
ao amor. Oh, não! Pelo contrário!”.
Doutora da Igreja: Teresinha escreveu uma autobiografia chamada
“Historia de uma Alma”, composta por três manuscritos.
A obra foi publicada em 1898, um ano após sua morte, e foi
traduzida em vários idiomas, com o anexo de suas cartas de
conselhos espirituais. É sua obra fundamental, que lhe valeu
o título de Doutora da Igreja, atribuído por João
Paulo II.
Vida breve e memória eterna: Aos 23 anos, Teresinha descobriu
estar com tuberculose, uma doença até então
incurável. Morreu no dia 30 de setembro de 1897, aos 24 anos,
oferecendo a vida pela salvação das almas, santificação
dos sacerdotes e expansão da Igreja. Foi beatificada em abril
de 1923, canonizada em maio de 1925 e proclamada Padroeira das Missões
em dezembro de 1927.
Padre Roberto Gonçalves
Pároco
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